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Neurocientista negro é barrado no local onde faria palestra em SP

Olhem para o lado, vejam quantos negros estão aqui. Vocês deviam ter vergonha

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Carl Hart, primeiro neurocientista negro professor titular da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), foi barrado na entrada do Tivoli Mofarrej, um hotel cinco estrelas em São Paulo. O constrangimento ocorreu no mesmo local onde Hart se hospedaria e ministraria uma palestra a convite do seminário do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), na quinta-feira (27/08).

Pouco tempo após o incidente, a organização do evento se mobilizou para liberar a entrada de Carl e a falta de representatividade de pessoas negras, que culminou no preconceito que sofreu em sua entrada, foi lembrado logo no início de sua fala, ao começar a palestra.

O neurocientista viu que era o único negro no auditório, no qual falou para advogados criminalistas e juízes. Para a plateia, disse: “Vocês deveriam ter vergonha disso”. Para a Folha, a administração doHOTEL TIVOLI Mofarrej, nos Jardins, informou que não havia mais ninguém da assessoria de imprensa deles e, por isso, só poderia tratar do assunto na segunda-feira (31).

Professor associado de Psicologia e Psiquiatria da Universidade de Columbia, o PhD em neurociência é referência nos estudos sobre drogas e seus efeitos no corpo humano e há anos milita pela mudança da política de drogas nos Estados Unidos e em outros países do mundo. Carl Hart falou na palestra sobre como a guerra às drogas tem sido usada para atingir grupos sociais mais vulneráveis, entre eles, jovens pobres e negros, em lugares como o Brasil e os EUA.

Da Redação do Correio Nagô, com informações da Folha de São Paulo

 

NOTA, em 30/08: Depois dessa informação circular em diversos veículos, surgiu uma versão do próprio neurocientista, desconstruindo a notícia do constrangimento e alegando que foi surpreendido com o pedido de desculpas da organização do evento. Contudo, para a Folha de São Paulo, em matéria publicada no dia 29/08, o pesquisador confirma que algo ocorreu: “É verdade, mas foi [algo] menor”.

Veja abaixo o vídeo com as palavras do próprio neurocientista:

 

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