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Você sabe o que é e-lixo e quanto produzimos de resíduos eletrônicos?

Brasil é o 7º maior produtor de lixo eletrônico do mundo. Cada brasileiro produz, em média, entre 7 a 10 kg de e-lixo por ano.

Os avanços da tecnologia no mundo moderno, as rápidas atualizações das inovações e o consumismo exacerbado têm como consequência um excesso de descarte de aparelhos eletrônicos, causando impactos negativos no meio ambiente. É o que se chama de lixo eletrônico ou tecnológico, o e-lixo, que como o próprio nome indica, é aquele proveniente de materiais eletrônicos. É também conhecido pela sigla RAEE, de Resíduos de Aparelhos Eletroeletrônicos.

O lixo eletrônico é produzido por materiais de origem inorgânica, por exemplo, cobre, alumínio e metais pesados (mercúrio, cádmio, berílio e chumbo), que compõem aparelhos profissionais ou domésticos atualizados constantemente, como computadores, tablets, monitores, teclados, impressoras, câmeras fotográficas, aparelhos de som, lâmpadas eletrônicas, televisores, geladeira, fogão, micro-ondas, rádios, telefones celulares, carregadores, baterias, pilhas e fios. Muitos desses resíduos são tóxicos ao meio ambiente e aos seres humanos.

Especialmente atingido por essa contaminação por lixo eletrônico é o imenso contingente populacional que vive em áreas sem saneamento básico e serviços de coletas de lixo. E ainda mais grave é a situação daqueles que sobrevivem da coleta e comercialização de resíduos nas grandes capitais brasileiras.

A indústria da tecnologia gera milhões de empregos ao redor do mundo e muito lucro. Não por acaso, das 10 empresas mais valiosas do mundo, segundo a Brand Finance, cinco estão envolvidas diretamente na produção de eletrônicos. Por outro lado, essa mesma indústria ajuda a gerar este sério problema para o meio ambiente. De acordo com dados da Organização das Nações Unidades (ONU), cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas todos os anos.

As informações globais mais recentes sobre e-lixo, trazidas pelo estudo Global E-waste Monitor, aponta que somente em 2017 foram produzidos 44,7 milhões de toneladas de e-lixo, o equivalente ao peso de 4,5 mil torres Eiffel.

É como se cada pessoa no mundo produzisse seis quilos desse tipo de lixo.  A Europa e os Estados Unidos são responsáveis pela metade dos resíduos gerados anualmente. Segundo maior produtor de e-lixo no continente americano, o Brasil é o 7º maior produtor de lixo eletrônico do mundo, ficando atrás de China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha e Reino Unido, respectivamente. Estima-se que cada habitante do Brasil produzida, por ano, entre 7 a 10 kg de lixo eletrônico. Entre os países subdesenvolvidos, Brasil e Índia são os países que mais geram lixo eletrônico no mundo. Dados do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) apontam que o Brasil descarta anualmente cerca de 97 mil toneladas métricas de computadores; 2,2 mil toneladas de celulares; e 17,2 mil toneladas de impressoras.

Hernani Dimantas, pesquisador colaborador em Sobrevivência Planetária, na Universidade de São Paulo (USP), e fundador e articulador de projetos sobre lixo eletrônico, comenta que o e-lixo não se constitui apenas dos aparelhos quebrados, como costumamos pensar. Segundo Dimantas, “o principal gerador do lixo é a obsolescência programada, ou seja, aparelhos que funcionam, mas já não tem a capacidade de serem usados para aquilo que foram fabricados”.

Um bom exemplo de obsolescência são smartphones e computadores antigos que ainda funcionam, mas não conseguem rodar os programas atuais. Ficam lentos, travando a todo momento. Trata-se também de um ciclo da indústria: as empresas fabricam produtos mais avançados, com novas tecnologias, e conforme trocamos os aparelhos geram-se toneladas de resíduos que devem ser tratados de forma especial – afinal, os eletrônicos possuem elementos tóxicos.

Apesar do peso da indústria, sabe-se que a metade do e-lixo produzido corresponde a dispositivos pessoais, como smartphones, computadores, monitores, TVs e tablets – itens com ciclo de uso menor e que costuma ser trocado com frequência. O restante são eletrodomésticos maiores, como geladeiras ou micro-ondas, além de aquecedores e ar-condicionados. Por isso, cabe a cada cidadão e usuário, o conhecimento e a responsabilidade com esses resíduos eletrônicos.

Campanhas de conscientização precisam ser promovidas de modo a alertar a população mundial da importância da separação desses e de outros tipos de lixo com o descarte correto, além das exigências por políticas públicas de saneamento e coleta mais eficientes. Para ajudar a difundir as informações sobre este tema tão urgente, o time de conteúdo do site de roleta online Betway Cassino produziu uma série de matérias sobre as principais consequências do e-lixo, que podem ser acessados aqui Betway/Insider

Além disso, o infográfico abaixo traz alguns dos principais dados sobre e-lixo.

Clique para conferir.

 

 

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